Após 13 anos, açude Gargalheiras inicia sangria e leva alegria ao sertanejo
Transbordo não acontecia desde maio de 2011, e, nesse período, reservatório chegou a ficar seco. Moradores de Acari estavam em vigília desde segunda (1º) à espera da sangria.
Após 13 anos, o açude de Gargalheiras, na cidade de Acari, na Região Seridó do Rio Grande do Norte, iniciou a sangria por volta das 23h30 desta quarta-feira (3). A última última vez que isso havia acontecido foi em maio de 2011.
No Gargalheiras, o transbordo acontece por uma parede de mais de 20 metros, proporcionando o que os sertanejos da região chamam de “véu de noiva” quando há a queda d’água, mas esse espetáculo ainda não começou.
Apesar da sangria ainda tímida, houve fogos, orações e muita comemoração no local. Centenas de pessoas aguardavam a sangria às margens do Gargalheiras.
O Gargalheiras foi cenário do filme brasileiro “Bacurau”, quando estava completamente seco (veja mais abaixo) e é patrimônio histórico, geográfico, paisagístico, ambiental e turístico do Rio Grande do Norte.
‘Vigília’
Desde a segunda-feira (1º), moradores da cidade de Acari e da Região Seridó do estado faziam uma espécie de “vigília” às margens do açude à espera da sangria. Na madrugada desta quarta-feira (3), por exemplo, houve forró, churrasco e até festa de aniversário no local.
O açude de Gargalheiras tem capacidade para armazenar mais de 44 milhões de metros cúbicos de água. Para se ter ideia do tamanho desse reservatório, ele é suficiente para abastecer uma população de 56 mil pessoas por cerca de 4 anos.
G1 R/N
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