Pesquisa Quaest no RN embaralha o jogo: Allyson lidera apertado, Cadu surpreende e Álvaro acende o alerta
Isso significa que existe um universo enorme de eleitores aos quais ele ainda pode se apresentar. Sua rejeição, de 25%, também é significativamente menor que a de Álvaro.
Por outro lado, existe um risco: tornar-se mais conhecido não significa necessariamente crescer. A campanha terá que transformar conhecimento em voto sem provocar um crescimento proporcional da rejeição. É provavelmente aí que estará uma das principais batalhas da campanha de Allyson.
4. Álvaro tem o maior problema estrutural entre os três: rejeição elevada e um padrinho que, segundo a pesquisa, mais tira do que acrescenta votos.
Álvaro está competitivo, com 19%, mas 42% dos entrevistados dizem conhecê-lo e não votar nele de jeito nenhum. É, com folga, a maior rejeição entre os três principais candidatos. Para efeito de comparação, são 25% para Allyson e 26% para Cadu.
Além disso, apenas 17% dizem que o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de votar em um candidato, enquanto 42% afirmam que esse apoio diminui essa possibilidade.
Isso cria uma dificuldade importante para Álvaro: ele precisa mobilizar o eleitor bolsonarista sem ampliar ainda mais sua rejeição fora desse campo.
As simulações de segundo turno reforçam o alerta. Álvaro perde tanto para Allyson, por 35% a 30%, quanto para Cadu, por 36% a 31%.
Um dado adicional merece destaque: o segundo turno entre Allyson e Cadu é o cenário mais equilibrado de todos, com 35% a 34%.
Isso mostra que a liderança de Allyson no primeiro turno não se traduz, pelo menos por enquanto, em favoritismo folgado para vencer a eleição.
A primeira Quaest no Rio Grande do Norte desenha, portanto, uma disputa bastante aberta: Allyson larga na frente, Cadu demonstra enorme competitividade e Álvaro permanece vivo na disputa, embora enfrente uma rejeição que pode se transformar em seu principal obstáculo ao longo da campanha.
Neto Queiroz


